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Outras Patologias

Erisipela

A erisipela, também conhecida como “zipra” ou febre de Santo Antônio, é um processo infeccioso do derma (camada da pele), causado pelo estreptococo (uma bactéria), e que agride os vasos linfáticos. Às vezes, dependendo da maior virulência do estreptococo ou da menor resistência do paciente, pode complicar com a formação de bolhas e ulcerações (feridas na pele) com perda da linfa (líquido que circula nos vasos linfáticos).

Habitualmente, a porta de entrada dessas bactérias é uma micose interdigital (frieira), mas também pode ser através de pequenos ferimentos na pele (rachaduras, ferimentos na cutícula, micoses das unhas, etc).

As erisipelas devem ser tratadas de forma intensiva, pois, caso contrário, poderá se instalar o linfedema (elefantíase), que, muitas vezes, adquire proporções dramáticas, levando a danos irreversíveis.

A prevenção das erisipelas consiste no combate às micoses interdigitais, cuidados especiais na higiene dos pés e tratamento de pequenos traumatismos ou arranhões e de pequenas infecções da pele. Uma vez instalada, o paciente deve procurar orientação imediata de um especialista, visto que um único episódio pode levar ao linfedema.

Linfedema

Linfedema é uma doença crônica que se manifesta pelo acúmulo de líquido intersticial e alterações teciduais ocasionados por uma insuficiência da circulação linfática. O edema (inchaço) resultante apresenta características próprias que o diferencia daqueles decorrentes de outras manifestações clínicas. Pode estar associado com doenças venosas.

Ocorre um aumento progressivo do volume do membro acometido por acúmulo de líquido e proteínas no tecido subcutâneo (abaixo da pele), e uma alteração gradativa funcional e estética que altera a qualidade de vida dos portadores de linfedema.

Com a diminuição da imunidade local, pela má circulação linfática, o membro com linfedema pode desenvolver infecções bacterianas frequentes, as erisipelas. Isto piora o linfedema e agrava a fibrose dos tecidos, aumentando o volume e o peso do membro, que fica ainda mais limitado em suas funções.

É fundamental o diagnóstico na fase mais inicial do linfedema, pois o tratamento e a orientação adequada podem evitar a progressão para as formas avançadas.

Fontes para maiores informações técnicas:


  • Brito CJ e cols. Cirurgia Vascular. Ed. Revinter, 2ª edição, 2008
  • Maffei FHA e cols Doenças Vasculares Periféricas. Ed.Guanabara Koogan, 4ª edição, 2009
  • Haimovici H Cirurgia Vascular – Princípios e Técnicas. Ed. Di Livros, 4ª ed., 2000
  • Stucker Markus, et al. Dermatol Surg 2010;36:983–992
  • Kalodiki E, et al. J Vasc Surg 2012;55:451-7
  • Guex JJ. Phlebology. 2009 Dec;24(6):270-4
  • Rabe E., et al. Dermatol Surg 2010;36:968–975
  • Breu FX, et al. VASA 2008; S/71, 3–29

Trombose Venosa Profunda (TVP)

A Trombose Venosa Profunda (TVP) é a doença causada pela coagulação do sangue no interior das veias em um local ou momento não adequados. As veias mais comumente acometidas são as dos membros inferiores (cerca de 90% dos casos). Os sintomas mais comuns são o edema ( inchação) e a dor, mas muitas vezes é assintomática e de diagnóstico difícil.

É uma patologia mais frequentemente associada a certas condições predisponentes – uso de anticoncepcionais ou tratamento hormonal, tabagismo, presença de varizes, insuficiência cardíaca, tumores malignos, obesidade, idade avançada e anormalidade genética do sistema de coagulação.

Outras situações importantes no desencadeamento da trombose são: cirurgias de médio e grande portes, infecções graves, traumatismos, a fase final da gestação e o puerpério (pós-parto) e qualquer outra situação que obrigue a uma imobilização prolongada (uso de gesso, coma, paralisias, infarto agudo do miocárdio, viagens aéreas longas, etc.).

A TVP pode ser de extrema gravidade na fase inicial (aguda), causando embolias pulmonares (fragmentação dos coágulos e a migração destes até os pulmões, entupindo as artérias pulmonares) muitas vezes fatais.

Na fase crônica, após dois a quatro anos, a inflamação ocorrida na parede das veias, pode levar a um funcionamento deficiente, gerando pigmentação escura da pele, grandes varizes, edema, eczemas e úlceras de perna (síndrome pós-trombótica).

O tratamento da TVP é feito com substâncias anticoagulantes (impedem a formação do trombo e a evolução da trombose) ou fibrinolíticas (destroem o trombo), em regime de internação ou no domicílio, com medicação oral ou injetável, dependendo do caso.

Fonte: SBACV

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